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Integrantes do grupo Rouge receberão cachês de seis dígitos cada uma por documentário, que estreará na HBO Max

O documentário do Rouge para a HBO Max está em produção, com envolvimento das cinco integrantes: Aline Wirley, Fantine Tho, Karin Hils, Lissa Martins e Luciana Andrade. Para toparem fazer o projeto, elas fizeram uma série de exigências contratuais e acordos pessoais.

Luciana, a última a assinar contrato, foi a que trouxe mais questões para a mesa de negociações. Ela pediu que não tratassem de brigas internas no documentário, nem que fizessem críticas ou falassem mal dela especificamente. Ficou combinado entre o grupo e a produção “não vilanizar nenhuma integrante”. As cinco cantoras têm um acordo de se preservarem o quanto puderem em seus depoimentos (diferentemente do que fizeram em diversas entrevistas para podcasts nos últimos anos).

Lissa já havia dito no passado que não tinha interesse em “entregar a história do grupo nas mãos de terceiros”. Para ela, um documentário do Rouge deveria ser um projeto totalmente delas, para que tivessem autonomia sobre o que e como seria contado. Mas não é esse o caso. As cantoras aceitaram aderir a um projeto criado por terceiros mediante cachês de seis dígitos para cada uma. Fantine achava justo que fossem sete dígitos e negociou um valor melhor para todas, mas acabou fechando por seis.

Aliás, Fantine não tinha a menor vontade de trabalhar com Luciana. Quando ela assinou contrato para fazer o documentário, Luciana não estava no projeto. Ela acreditou que gravaria apenas com Aline, Karin e Lissa. Mas Luciana assinou meses depois, o que irritou a colega. Além de não serem amigas, as duas não se dão e preferem se evitar. Elas sabem trabalhar juntas quando preciso e aceitaram fazer isso mais uma vez – mas não está sendo fácil.

O Rouge foi formado no “Popstars”, exibido pelo SBT em 2002, mas o programa era um projeto da produtora argentina RGB Entertainment. A girlband foi agenciada por essa empresa e quem cuidava de todos seus passos era a empresária Elisabetta Zenatti.

As cinco cantoras já relataram rotinas abusivas de trabalho, pagamentos ínfimos e descuido com a saúde mental delas, no auge do sucesso. Para o documentário, no entanto, a regra é tratar dos temas sem citar Elisabetta Zenatti, que hoje em dia é vice-presidente da Netflix no Brasil. A HBO Max não quer comprar essa briga direta.

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